segunda-feira, 5 de junho de 2017

seventh

O teu cheiro voltou a ficar entranhado no meu corpo. Como é bom sentir o teu cheiro. E tu vieste. E por momentos senti uma mistura de felicidade e revolta ao mesmo tempo. Porque tu não me cumprimentaste como sempre o fazias ao chegar cá casa. E percebi que era o nosso adeus. Ou pensava eu. Como sempre acabamos por cair nos braços um do outro. E eu fiquei feliz. Não devia. Não devia ficar feliz por só te ter estes bocados, mas aprendi a ter-te só por momentos, e por enquanto isso basta-me para ser feliz. Porque amar é assim. E eu não te amo, não te assustes. Não seria capaz de o dizer. Mas é tão mais forte usar a palavra amor do que gostar. Gostar é uma palavra com tao pouca intensidade. E eu gosto-te com uma intensidade inexplicável. E eu entendi que isto ainda não é o fim, nem o adeus. Não sei quando será, não quero saber. Só sei que serei feliz com isto. Mesmo que não deva. Mesmo que seja errado. Que se foda. Não te tenho por inteiro como tu me tens a mim, tu sabes que tens mesmo que não queiras acreditar nisso. Estive sempre feliz. Todo o dia não consegui tirar o sorriso estúpido que me deixas sempre, mas é inevitável pensar que estar pelo menos duas semanas sem te ter por perto vai custar imenso. E em parte a culpa é minha. Sei bem. Precipitei-me. Só me pergunto se esta minha decisão repentina nos fará desapegar. Porque se não o fizer, só ficarei pior. Mas hoje estou feliz. Deixaste-me feliz.

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