Quando tudo termina exatamente no mesmo dia em que começou. Mas dois meses depois. Dói. Eu senti os teus lábios nos meus pela última vez. Eu senti o teu corpo no meu pela última vez. Eu senti o teu olhar percorrer cada curva do meu corpo pela última vez. Eu senti o teu coração acelerado pela última vez. Tudo foi pela última vez. A tua roupa espalhada no meu quarto. O teu corpo nu na minha cama. As tuas mãos nas minhas. O teu abraço. A tua voz. E eu não sei viver assim. Não sei viver com esta intensidade toda com que sempre gosto das coisas. Com que sempre me entrego. E desculpa dizê-lo mas prefiro um dia contigo do que uma eternidade sem ti. É esta a intensidade com que me dei a ti, sem querer. É esta a maneira absurda com que te desejo todos os dias. E eu só sei querer ser de ti. E não quero outra coisa. Foda-se os clichés de "o tempo cura tudo". Foda-se o tempo. Foda-se o tempo e o correto. Quem disse que algum dia o amor tinha de ser correto certamente ainda não o fez na medida certa. Na intensidade certa.

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