terça-feira, 23 de maio de 2017

third

Quando tudo termina exatamente no mesmo dia em que começou. Mas dois meses depois. Dói. Eu senti os teus lábios nos meus pela última vez. Eu senti o teu corpo no meu pela última vez. Eu senti o teu olhar percorrer cada curva do meu corpo pela última vez. Eu senti o teu coração acelerado pela última vez. Tudo foi pela última vez. A tua roupa espalhada no meu quarto. O teu corpo nu na minha cama. As tuas mãos nas minhas. O teu abraço. A tua voz. E eu não sei viver assim. Não sei viver com esta intensidade toda com que sempre gosto das coisas. Com que sempre me entrego. E desculpa dizê-lo mas prefiro um dia contigo do que uma eternidade sem ti. É esta a intensidade com que me dei a ti, sem querer. É esta a maneira absurda com que te desejo todos os dias. E eu só sei querer ser de ti. E não quero outra coisa. Foda-se os clichés de "o tempo cura tudo". Foda-se o tempo. Foda-se o tempo e o correto. Quem disse que algum dia o amor tinha de ser correto certamente ainda não o fez na medida certa. Na intensidade certa.

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